Os Males dos Energéticos

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Pesquisadores dividiram 18 homens e mulheres entre dois grupos. O primeiro recebeu cerca de um litro de bebida energética disponível no mercado, com 320 miligramas de cafeína e 108 gramas de açúcar, assim como outros ingredientes. Já o outro grupo recebeu a mesma quantidade em refrigerantes, que continha a mesma quantidade de cafeína e algumas doses de suco de limão, xarope de cereja e água com gás. Depois de seis dias, os grupos se inverteram, consumindo a bebida do outro. Os pesquisadores mediram a pressão sanguínea de cada um dos participantes no começo do estudo e uma, duas, quatro seis e 24 horas depois do consumo das bebidas. Com um eletrocardiograma, eles também registraram a frequência cardíaca dos voluntários. As pessoas que beberam os energéticos apresentaram um intervalo QT – o tempo em que os ventrículos do coração levam para realizar os batimentos – 10 milissegundos mais altos do que os que consumiram as outras bebidas. Ambos os grupos apresentaram pressão sanguínea elevada, apesar de não estarem em níveis anormais. A pressão sanguínea daqueles que tomaram os refrigerantes retornou ao nível habitual depois de seis horas. Já quando as pessoas ingeriram as bebidas energéticas, a pressão permaneceu a mesma, elevada, depois das seis horas observadas. Os pesquisadores acreditam que os outros ingredientes presentes no energético podem afetar a saúde do coração mais do que os próprios efeitos da cafeína.

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